domingo, 11 de março de 2018

A Industria 4.0



O termo indústria 4.0 foi utilizado pela primeira vez em 2011 em uma feira de Hanover, refere-se à quarta revolução industrial, e foi originada de um projeto de estratégia de alta tecnologia do governo alemão, promovendo a informatização da fábrica.

Resumidamente é um conjunto de tecnologias baseada nos conceitos e nas respectivas interações entre os sistemas cyber-físicos, a Internet das Coisas e o Big Data, assim facilitando a visão e as tomadas de decisões por humanos da fábrica inteligente.

Evolução Histórica

Máquinas a vapor – A indústria 1.0 ou a primeira revolução industrial iniciou aproximadamente uns 250 anos atrás com o aumento da produtividade da indústria têxtil com as fábricas mecanizadas através das melhorias de James Watt com a máquina a vapor de Newcomen no século 18.

Produção em série – Em 1913, após a introdução da linha de montagem por Henri Ford, iniciou a segunda revolução industrial, a indústria 2.0, no qual resultou em um grande aumento na produção do modelo T chegando a um volume de 15 milhões. E assim, outras fábricas começaram a aplicar as linhas de montagem para o aumento da eficiência e produtividade e redução de custos.

Sistemas automatizados – Já na indústria 3.0, nos anos 70, iniciou a montagem automatizada com a aplicação de computadores no chão de fábrica, uso de CNC em centros de usinagem, máquinas de inserção de componentes, etc, com isso os trabalhos mecânicos realizados por seres humanos começaram a ser executados por robôs computadorizados. E hoje, graças a estas fábricas altamente automatizadas nos proporcionam a oferta de smartphones, tablets e diversos produtos eletrônicos a um preço que podemos pagar.



Exemplo de uma indústria 4.0

Para exemplificar um cenário de indústria 4.0, vamos analisar uma usina de álcool e açúcar.

Para uma melhor compreensão, vamos dividir basicamente em 2 momentos, a primeira seria a coleta das informações e na segunda o grande sistema realizando as ações.

Dados internos e externos

(Dados Externo) Meteorologia – Recebeu a informação da previsão do tempo que em 3 dias haverá um grande volume de chuva.
(Dados Externo) Agência de Notícias – As notícias informam que o governo deverá ampliar os estoques em 15% de etanol até o final da safra.
(Dados Externo) Bolsa de Mercadorias e Futuro – O mercado está sinalizando que o preço do açúcar poderá subir até 3% até o final da safra.
(Dados Externo) Fornecedor – Com o aumento da produção, o fornecedor informou que não conseguirá atender a demanda projetada.
(Dados Interno) Sistema de Gestão da Produção – Na próxima semana, o sistema de gestão da fábrica, com os dados recebidos dos coletores das máquinas, informa que será preciso realizar paradas planejadas de manutenção preventiva para duas máquinas.
Ação

Decisão – Após os dados recebidos, o “grande sistema” inicia a tomada de decisão de forma automática com os parâmetros previamente informados pelos gestores.
Ações do “grande sistema”
Devido as chuvas previstas nos próximos dias e o aumento da demanda do governo, o sistema automaticamente inicia as intervenções e os ajustes necessários, como a configuração dos novos setups nos CLPs, para o aumento da produção e da produtividade.
Com a previsão do aumento do preço do açúcar no mercado futuro, o caldo primário também é direcionado para o aumento da produção de açúcar.
É disparado o processo de compra de um fornecedor alternativo e também a reserva dos insumos para o aumento da produção.
Com o aumento da produção, as paradas planejadas para as manutenções preventivas são reprogramadas para uma data, afim de atender a maior demanda, não afetando a disponibilidade das máquinas.
Agora imagine que todas estas informações foram consolidadas por um “grande sistema” e que ele próprio já toma decisões de forma autônoma, sem a interferência direta das pessoas, mas também poderia oferecer possíveis soluções para os gestores. Isto é um simples exemplo e conceito de uma indústria 4.0.

Portanto na indústria 4.0, as tomadas de decisões podem ser mais assertivas e de forma autônoma, sempre baseado em dados internos (dentro da fábrica) e externos (fora da fábrica).

Fatores que definem a Indústria 4.0 


  • Interoperabilidade
  • Virtualização
  • Descentralização
  • Tempo Real
  • Orientado a serviço
  • Modularidade


Portanto, na indústria 4.0 temos:

Sistemas e sensores inteligentes que informam para as máquinas como elas devem trabalhar e como estarão envolvidos em cada estágio do processo de manufatura, assim fornecendo os dados, como o feedback, afim de obter um maior controle da produção.
Os processos devem ser auto-gerenciados em um sistema modular descentralizado. Sistemas embutidos inteligentes começam a trabalhar em conjunto com a troca de dados e informações, de forma direta e também através da ”nuvem” na Internet. Com isso, os sistemas de controles industriais serão mais complexos e distribuídos, possibilitando um processo mais flexível e bem minucioso dos processos.
Os sistemas centralizados rígidos de controle das fábricas cedem agora seu lugar para inteligência descentralizada, com a comunicação máquina com máquina (M2M) no chão de fábrica.
A indústria 4.0, ainda é mais um conceito do que uma realidade, mas está sendo motivada por três grandes mudanças no mundo industrial produtivo:

Avanço exponencial da capacidade dos computadores.
Imensa quantidade de informação digitalizada – Big Data
Novas estratégias de inovação (pessoas, pesquisa e tecnologia)
Em um curto espaço de tempo veremos todas as tecnologias interligadas e propiciando as tomadas de decisões no conceito da indústria 4.0.

As revoluções industriais não ocorreram em apenas um dia, e sequer reconhecida como tal na época. A Indústria 4.0 pode ser revolucionário ou evolucionário, independente disso, isto é uma consequência natural da comunicação M2M (Máquina para Máquina) e IOT (Internet de todas as coisas) na automação do chão de fábrica, assim proporcionando uma produção com um menor custo e com uma melhor rentabilidade.


Autor: Luiz Henrique Akasaka Ferreira
Colaboração: http://www.prodwin.com.br/
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domingo, 29 de outubro de 2017

Esp8266 - Esp12 shield para prototipagem Fritizing e EasyEda

Protótipo antes da produção.

Aos amigos que estao se aventurando no desenvolvimento de sua propria shield, quero deixar um alerta, os arquivos do Esp12e no Fritizing e no EasyEda estao com erros, e incompletos, nao tentem faze-lo diretamente, será perda de tempo, pois faltam resistores e possuem erros na identifcacao das pinagens. Quando fui prototipar a minha que descobri. Anexo o prototipo final (corrigido) antes da producao.


Protótipo final para teste.

Note o resistor ligado ao GND e ao VCC e a posição correta dos pinos 4 e 5.

Esquemático corrigido.



Autor: Luiz Henrique Akasaka Ferreira
Colaboração Loja Virtual: Robohelp

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sábado, 23 de setembro de 2017

Attiny85 - Digispark Usb Módulo para Programação como utilizar de forma transparente


O Módulo Programador Attiny85 via USB foi desenvolvido com o intuito de auxiliar engenheiros no desenvolvimento de projetos que façam uso do microcontrolador Attiny85. O projeto Digispark é de uma placa de desenvolvimento criada para que você possa replicar seu projeto de forma rápida, em seu prórpio computador e embarcar o microcontrolador gravado em uma placa PCB comercial. Você pode desenvolver um produto e efetuar a montagem da pcb do seu projeto.

Este modelo é uma ótima opção para desenvolver projetos diversos, e após a fase de testes embarcar em uma pcb desenvolvida por você, DIY. Alguns projetos como amplificadores baseados no LM356, displays de led com o NE555, pequenas centrais de alarme, são ótimos exemplos. Além de ser uma ótima opção com baixo custo para os seus projetos com o Arduino. Os projetos robóticos que mais demandam a utilização do ATtiny85 são aqueles onde a presença de um Arduino não pode ser feita devido ao seu tamanho, na prática são projetos muito pequenos com ampla aplicação tecnológica.


Descrição Técnica:

  • Driver para Windows: Digistump
  • Datasheet: Attiny85
  • Suporte para o Arduino IDE 1.0+ (OSX / Win / Linux);
  • Alimentação via USB;
  • Alimentação externa: 5V;
  • Regulador On-board 5V de 500ma;
  • 6 Pinos de I/o (2 são utilizados pela USB para Rx e Tx; embarcado em uma PCB os 6 pinos são I/O);
  • 8 k de Memória Flash;
  • I2C e SPI (vis USI);
  • PWM em 3 pinos;
  • LED de alimentação e LED Teste/Estado ligado ao Pino 1 do Attiny85;

Na IDE do Arduino, abra o sketch Arduino ISP, vá no menu Arquivo/Exemplos/ArduinoISP. Efetue o upload do programa para a placa Arduino. Após o envio ter sido realizado, o Arduino, neste caso, irá funcionar como gravador, efetue a montagem conforme a imagem acima, não se esqueça de colocar um capacitor de 10uF entre o pino de reset e o GND, lembre-se que o capacitor eletrolítico tem polaridade, o positivo vai no pino reset da placa do Arduino e o negativo no GND, isto evitará o auto-reset do Arduino durante a programação.


Configuração da pinagem entre o Attiny85 e o Arduino UNO:
ATtiny85 Pino 2 no Arduino Pino 13 (ou SCK)
ATtiny85 Pino 1 no Arduino Pino 12 (ou MISO)
ATtiny85 Pino 0 no Arduino Pino 11 (ou MOSI)
ATtiny85 Pino Reset no Arduino Pino 10
ATtiny85 Pino VCC no Arduino Pino 5V
ATtiny85 Pino GND no Arduino Pino GND



Como utilizar o módulo

Primeiro você precisará configurar a IDE do Arduino para trabalhar diretamente com a placa. Faça o download dos driver diretamente do Github (clique aqui...), após o download, descompacte o arquivo, e execute o programa DPinst.exe.

Adicionar as Bibliotecas na IDE do Arduino

Na IDE do Arduino, vá em Arquivo/Preferência e adicione a linha em URL´s Adicionais do Gerenciador de Placas: http://digistump.com/package_digistump_index.json

No menu, Ferramentas/Placas/Gerenciador de Placas... localize a Digistump AVR Boards e clique em instalar. Após a instalação, selecione a placa Digispark card (Default 16,5Mhz).



Instalação e atualização da placa - Robohelp



Agora você precisará de um microcontrolador Attiny85 gravado com o bootloader do Digispark (Default 16,5mhz). O Attiny85 já deverá ter um bootloader da placa Arduino Gemma gravado, se você precisar de ajuda com esta tarefa clique aqui....

Monte o mesmo esquema para gravar o bootloader da Digispark em seu Attiny85:



Montagem do circuito para gravação - Robohelp


Para gravar o bootloader do Digispark você NÃO usará a IDE do Arduino, você precisará fazer o download do aplicativo FlashBootloaderAttiny_with_Reset (Pasta Arduino), é necessário fazer o registro no site. Nesta página também é possível utilizar o método explicado por eles, porém eu já utilizo a maneira que descrevo aqui com sucesso. Outra coisa, NÃO marque gravar com 6 pinos, pois como vamos trabalhar com experimentos, se você quiser gravar outro bootloader na placa não será mais possível por este método, você precisará de um gravador de alta voltagem para resetar novamente o Attiny85.


Não é necessário IDE do Arduino.
É necessário que o Arduino esteja com o programa ArduinoISP
É necessário que o Arduino esteja conectado ao microcontrolador (conexão ISP)

Escolha a porta onde o seu Arduino+Attiny estão conectados - HackEduca

Escolha o Attiny conectado a porta Serial - HackEduca

Selecione: Ver Processo e clique no botão Gravar Attiny - HackEduca

Agora você já pode gravar. Se a Opção ver processo estiver selecionada, você poderá acompanhar o processo no prompt do DOS que permanecerá aberto. Se não estiver selecionado, você não receberá nenhum mensagem.


Se você recebeu essa mensagem. Deu tudo certo. Aproveite…. - HackEduca

Pronto, agora basta colocar o microcontrolador no soquete da placa de programação, não se esqueça de observar a posição do mesmo no soquete, feito isso, conecte em sua porta USB, ele será reconhecido como Digispark, agora basta selecionar no menu Ferramentas/Placa/ Digispark (Default 16,5mhz). Efetue o upload do programa blink e verifique seu funcionamento, lembre-se de que o LED de Status em sua placa estará conectado ao Pino 1 do Attiny85.

Programa exemplo:
void setup() {
  // initialize digital pin 1 as an output in Attiny85.
  pinMode(1, OUTPUT);
}

// the loop function runs over and over again forever
void loop() {
  digitalWrite(1, HIGH);   // turn the LED on (HIGH is the voltage level)
  delay(1000);              // wait for a second
  digitalWrite(1, LOW);    // turn the LED off by making the voltage LOW
  delay(1000);              // wait for a second
}





Autor: Luiz Henrique Akasaka Ferreira
Colaboração Loja Virtual: Robohelp

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Attiny85 Atmel - Arduino Bootloader

Montagem do circuito para gravação do bootloader

Uma das grandes dificuldades que os usuários do Attiny85 tem é gravar o bootloader pra utilizar de forma transparente a plataforma do Arduino IDe. Este post é útil para a utilização do Attiny85 sem necessitade de drivers não assinados no Windows e a IDE do Arduino não precisar ser reconfigurada.

Para conhecer melhor o Microcontrolador Attiny85 clique aqui...


Passo 1 - Prepare o Arduino

Na IDE do Arduino, abra o sketch Arduino ISP, vá no menu Arquivo/Exemplos/ArduinoISP. Efetue o upload do programa para a placa Arduino. Após o envio ter sido realizado, o Arduino, neste caso, irá funcionar como gravador, efetue a montagem conforme a imagem acima, não se esqueça de colocar um capacitor de 10uF entre o pino de reset e o GND, lembre-se que o capacitor eletrolítico tem polaridade, o positivo vai no pino reset da placa do Arduino e o negativo no GND, isto evitará o auto-reset do Arduino durante a programação.

Configuração da pinagem entre o Attiny85 e o Arduino UNO:

ATtiny85 Pino 2 no Arduino Pino 13 (ou SCK)
ATtiny85 Pino 1 no Arduino Pino 12 (ou MISO)
ATtiny85 Pino 0 no Arduino Pino 11 (ou MOSI)
ATtiny85 Pino Reset no Arduino Pino 10
ATtiny85 Pino VCC no Arduino Pino 5V
ATtiny85 Pino GND no Arduino Pino GND

Passo 2 - Selecionando e Gravando o Bootloader



No menu Ferramentas/Placa/ selecione Arduino Gemma. No menu Ferramentas/Programador, selecione Arduino as ISP (Arduino é o ISP). Feito isso vá em Gravar Bootloader e aguarde a gravação.

Pronto, agora você pode usar a IDE do Arduino de forma transparente para gravar seus programas, nã se esqueça que o pinout do Attiny85 é diferente do Arduino, veja a figura abaixo.




Autor: Luiz Henrique Akasaka Ferreira
Colaboração Loja Virtual: Robohelp

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Attiny85 – LilyTiny, Estude, Trabalhe e Ensine


A LilyTiny é uma placa baseada no projeto do LilyPad, utiliza o microcontrolador ATTINY85, por premissa é voltada para projetos de computadores vestíveis (wearables), mas é uma ótima opção para desenvolver projetos diversos, e após a fase de testes embarcar em uma pcb desenvolvida por você, DIY.

Alguns projetos como amplificadores baseados no LM356, displays de led com o NE555, pequenas centrais de alarme, são ótimos exemplos. Além de ser uma ótima opção com baixo custo para os seus projetos com o Arduino. Os projetos robóticos que mais demandam a utilização do LilyTiny ATtiny85 são aqueles onde a presença de um Arduino não pode ser feita devido ao seu tamanho, na prática são projetos muito pequenos com ampla aplicação tecnológica.

O Lilypad Micro Arduino possui uma Micro USB transparente e compatível com a IDE do Arduino. Acompanhe este post que vou te ensinar como utilizá-lo de maneira simples e didática. Uma grande vantagem, é que além de você aprender, você pode utilizar o LilyTiny como plataforma de ensino (aprender programação), transmitindo seu conhecimento a várias pessoas, alunos ou amigos.

O LilyTiny possui 6 portas lógicas para prototipagem, além de permitir alimentação via USB 5V ou por fonte com tensões entre 7 a 16V, lembrando que, a plaquinha possui um regulador on-board de 5V. Possui ainda leds indicadores de status e operação, além de fácil acesso aos pinos lógicos.


Descrição Técnica:
Modelo: Lilytiny;
Microcontrolador: Atmel ATtiny85;
Driver para Windows: https://github.com/digistump/DigistumpArduino/releases/download/1.6.7/Digistump.Drivers.zip
Datasheet: http://ww1.microchip.com/downloads/en/DeviceDoc/Atmel-2586-AVR-8-bit-Microcontroller-ATtiny25-ATtiny45-ATtiny85_Datasheet.pdf
Suporte para o Arduino IDE 1.0+ (OSX / Win / Linux);
Alimentação: USB ou fonte externa 7-16V;
Comunicação: Suporte SPI / TWI;
Interface: Micro USB;
Pinos: 6 I/O;
Memória Flash: 8 KB;
SRAM: 512 bytes;
EEPROM: 512 bytes;
Diâmetro: 25 mm;
Peso: 2g.


Comparação entre o Attiny85 e o Atmega328


ATINY85
ATMEGA328
Number of pins
8
28
Flash size (ko)
8
32
SRAM size (bytes)
512
2048
EEPROM size(bytes)
512
1024
PWM
2
6
GPIO (with ADC and PWM)
6 (5, but one more if you disable activate reset*)
23
I2C
yes
yes
SPI
yes
yes
UART
no
yes

Como Instalar o drive para Windows

Faça o download diretamente do github aqui: DigistumpDrivers.zip. Após o download, descompacte a pasta e execute o programa: DPinst.exe program (ou DPinst64.exe se você usa o Windows 64 bits).
Plug o LilyTiny, vá no Gerenciador de Programs, se tudo correu bem ele estará listado como: libusb-win32 devices/Digispark Bootloader.


Adicionar as Bibliotecas na IDE do Arduino

Na IDE do Arduino, vá em Arquivo/Preferência e adicione a linha em URL´s Adicionais do Gerenciador de Placas: http://digistump.com/package_digistump_index.json

No menu, Ferramentas/Placas/Gerenciador de Placas... localize a Digistump AVR Boards e clique em instalar. Após a instalação, selecione a placa Digispark card (Default 16,5Mhz).


Enviando o primeiro código
Como sempre, selecione o programa exemplo Blink, troque o pino do Arduino 13 pelo pino P3 do LilYTinny. Envie o código, assim como no Nodemcu e no Esp8266 você verá durante a execução do upload uma mensagem para conectar seu dispositivo e depois o resultado, 100% completo. Efetue a conexão do led, se não for o módulo lembre-se de acrescentar um resistor de 1k no Anodo (+) do led.



Autor: Luiz Henrique Akasaka Ferreira

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Attiny85 Atmel - Microcontrolador Multitarefa DIY


O ATtiny85 integrante da família tinyAvr, é um microcontrolador da Atmel com características muito interessantes para o hobbysta: barato, versão com encapsulamento dip de 8 a 20 pinos e oscilador interno. Estas características permitem construir controladores muito compactos, sem grandes dificuldades na hora de montá-lo em placas breadboard e circuitos impressos feitos em casa.

Algumas vezes usar um Arduino é um exagero, ou muito caro. Uma boa alternativa é usar o chip AtTiny85, que é fácil de ser encontrado, mais barato que o AtMega328P do Arduino Uno e não precisa de cristal para o clock. Existe na versão SMD e DIP, que é mais fácil de soldar. Alguns projetos como amplificadores baseados no LM356, displays de led com o NE555, pequenas centrais de alarme, são ótimos exemplos. Além de ser uma ótima opção com baixo custo para os seus projetos com o Arduino. Os projetos robóticos que mais demandam a utilização do ATtiny85 são aqueles onde a presença de um Arduino não pode ser feita devido ao seu tamanho, na prática são projetos muito pequenos com ampla aplicação tecnológica.




A Atmel picoPower 8 bits é baseado em RISC AVR com 1 KB de ISP Flash, 64-byte EEPROM, 64 bytes de SRAM, 32-Bytes de registradores, e de 4 canais conversor de 10-bit A / D. O dispositivo atinge até 20 MIPS rendimento a 20 MHz em 1,8-5,5 V operação.
Ao executar instruções poderosas em um único ciclo de clock, o ATTINY85 alcança numeros que se aproximam de 1 (um) MIPS por MHz que lhe permite otimizar o consumo de energia em função da velocidade de processamento.

Características técnicas:
Fabricante: Atmel;
Microcontroladores de 8 bits - MCU;
Núcleo: CPU 8 bits AVR;
Série do Processador: ATTINY8x;
Largura do barramento de dados: 8 bit;
Tamanho da memória do programa: 8 KB;
Tipo de memória do programa: Flash;
Tamanho RAM dos dados: 512 Bytes;
Flash (Kbytes): 1 Kbytes;
Contagem de Pin: 8;
Max. Freq operando. (MHz): 20 MHz;
Estilo de montagem: Through Hole
CPU: 8 bits AVR;
Tamanho ROM dos dados: 512 bytes
Tipo de interface: USI
Max I / O Pins: 6;
Ext Interrupções 6;
Número de I/Os programáveis: 6;
Número de temporizadores: 2
Canais A/D disponíveis: 4;
Resolução ADC (bits): 10;
ADC Speed (ksps): 15;
Comparadores analógicos: 1;
SRAM (Kbytes): 0.06;
EEPROM (Bytes): 64;
picoPower: sim;
Temperatura opreacional (º C): -40 A 125;
Temperatura operacional máxima: + 85 C
Temperatura operacional mínima: - 40 C
I / O Classe de alimentação: 1,8-5,5;
Tensão de alimentação operacional (VCC): 2.7 V to 5.5 V;
Timers: 1;
Compare canais de saída: 2;
PWM Canais: 2;
Oscilador RC Calibrado: sim;
Watchdog: sim;
Debug Interface:debugWIRE.

Autor: Luiz Henrique Akasaka Ferreira
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Rdm6300 Rfid Modulo de Leitura de Tag 125Khz - Arduino





O módulo de leitura Rdm6300 é projetado para leitura de cartões e tag,s chaveiro de 125KHz. Pode ser aplicado na segurança do escritório ou em casa como identificação pessoal, controle de acesso, anti-falsificação e sistemas de controle da produção. Dispõe de Suporte antena externa possibilitando uma distância máxima efetiva até 150mm e tempo de 100ms para descodificação. Placas Compatíveis: Arduino Duemilanove, Arduino Leonardo, Arduino mega, Arduino Pro, Arduino Uno, iTeaduino mega, MSP430 Launchpad, Seeeduino mega, STM32 Discovery, STM32F4 Discovery.

Vamos efetuar uma montagem que visa duas coisas, testar tag´s e cartões RFID 125Khz e, de maneira simples, explicar como montar o módulo de leitura e utilizá-lo em conjunto com o Arduino UNO. Essa mesma montagem você poderá utilizar com outros modelos de placas Arduino, com o Esp8266, Nodemcu e até mesmo, com pequenas alterações no código, utilizar um Raspberry Pi (neste caso você precisará usar a biblioteca wiring pi). O código pode ser adaptado para as mais diversas aplicações.

Descrição Técnica:

  • Suporte a antena externa;
  • Distância máxima efetiva: até 150mm;
  • Interface UART;
  • Suporte a EM4100, compatível com leitura ou leitura/gravação;
  • Voltagem de Operação: 5V;
  • Frequência: 125khz;
  • Alcance de leitura: Até 150mm (Varia de acordo com cartão/chaveiro/etiqueta).
Pinagem:


Pinagem P1

  • Pino 1 = Tx
  • Pino 2 = Rx
  • Pino 3 = NC 
  • Pino 4 = GND
  • Pino 5 = +5V (DC)

Pinagem Antena P2: 

  • Pino 1 = ANT1
  • Pino 2 = ANT2

Pinagem P3:

  • Pino 1 = LED
  • Pino 2 = +5V (DC)
  • Pino 3 = GND


Passo 1: Interface com o Arduino UNO:
Conecte a pinagem de acordo com a figura abaixo, o pino de Tx (pino 1 no módulo) deverá ser ligado ao pino 9 do Arduino, ele funcionará como pino Rx.

Passo 2: Código
 Utilizar a biblioteca SoftwareSerial nativa do Arduino para emular a porta RxTx, no ódigo mySerial(9,10). Após o upload do código, abra o monitor serial do arduino e coloque uma tag em frete a antena, a leitura é autotomática.


 1
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10
11
12
13
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15
 #include <SoftwareSerial.h>

SoftwareSerial mySerial(9, 10);
void setup()
{
  mySerial.begin(9600); // Setting the baud rate of Software Serial Library  
  Serial.begin(9600);  //Setting the baud rate of Serial Monitor 
 }void loop()
{
    
 if(mySerial.available()>0)
  {
  Serial.write(mySerial.read());
  }
}

Entenda o código:

mySerial.available() – verifica se há dados provenientes do módulo leitor RFID, se houver, retorna para o monitor serial do Arduino através do pino 9. Se não houver dados disponíveis para ler retornará -1.

mySerial.read() – lê os dados recebidos através da porta serial se for maior que zero.

Serial.write() – imprime no monitor serial do Arduino.

Observe que a função da linha de código Serial.write(mySerial.read()) é imprimir no monitor serial do Arduino os dados coletados via porta serial se forem maior que zero.



Leitura da tag no monitor serial do Arduino.


Autor: Luiz Henrique Akasaka Ferreira
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O termo indústria 4.0 foi utilizado pela primeira vez em 2011 em uma feira de Hanover, refere-se à quarta revolução industrial, e foi o...

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